
Modelo integra o conhecimento da pesquisa agropecuária e a prática da extensão rural da Epagri ao ensino técnico (Foto: Aires mariga/Epagri)
Em fevereiro de 2025 a Epagri assumiu a gestão compartilhada dos cinco Cedups Agrotécnicos com a Secretaria de Estado da Educação. A iniciativa marcou uma nova fase da educação técnica em Santa Catarina ao integrar o conhecimento da pesquisa agropecuária e a prática da extensão rural ao ensino, aproximando ainda mais escola, campo e tecnologia.
Os Cedups estão localizados nos municípios de São Miguel do Oeste, Campo Erê, Canoinhas, Água Doce e São José do Cerrito. Em dez meses de gestão, a Epagri destinou em torno de R$12 milhões para melhorias em infraestrutura e formação de professores dessas unidades, que atendem cerca de 1,5 mil estudantes. “Esses investimentos foram feitos para qualificar os ambientes de ensino e garantir melhores condições de trabalho para professores, equipes técnicas e administrativas”, ressalta a diretora de ensino agrotécnico da Epagri, Andréia Meira.
A diretora destaca ainda que a qualificação dos profissionais também foi uma das prioridades da Epagri. Cerca de 120 professores participaram de cursos, oficinas e encontros voltados a metodologias inovadoras, uso de tecnologias no ensino agrícola, segurança alimentar, sustentabilidade e práticas de extensão.
Diferenciais do novo modelo
Um dos principais diferenciais do modelo implantado em 2025 foi a conexão direta dos Cedups com as Estações Experimentais, Centros de Treinamento e Gerências Regionais da Epagri. Essa aproximação permitiu a realização de dias de campo, visitas técnicas, aulas práticas com base em tecnologias desenvolvidas pela pesquisa e a implantação de Unidades de Referência Educativa.

Essa integração também se refletiu no acompanhamento das famílias dos estudantes nas propriedades. “Ações de assistência técnica e extensão rural fortaleceram a relação entre as escolas e as comunidades rurais, ampliando o alcance social, produtivo e formativo dos Cedups”, explica Andréia.
Segundo o presidente da Epagri, Dirceu Leite, outro avanço de 2025 foi o aumento da participação de jovens oriundos da agricultura familiar no ensino agrotécnico. Hoje, mais da metade dos estudantes dos Cedups é formada por filhos de agricultores, e a meta, de acordo com ele, é ampliar ainda mais esse percentual, aliada ao fortalecimento da presença feminina. “Esse é o caminho para renovar a agricultura catarinense com conhecimento, inovação e pertencimento”, afirma.
Com o primeiro ano concluído, a Epagri inicia 2026 com metas de ampliar o número de Unidades de Referência Educativa, reforçar os laboratórios didáticos, expandir estágios e vivências supervisionadas no campo e aprofundar a formação continuada dos docentes. A empresa também avança na articulação para assumir a gestão das 11 Casas Familiares Rurais do estado, ampliando a oferta de educação técnica e reforçando, na prática, o investimento no futuro da agricultura catarinense.
Continuidade da produção e renovação geracional
A gestão dos Cedups ampliou um trabalho que a Epagri realiza há anos com os jovens rurais visando à continuidade da produção, à renovação geracional e ao fortalecimento da agricultura familiar e da pesca em Santa Catarina. Em 2025, a empresa garantiu mais de R$3,26 milhões na formação de jovens e mulheres, incentivando também o protagonismo feminino no campo e no mar.

Em 2025, os cursos da Ação Jovem Rural e do Mar capacitaram 303 jovens, e o programa Flor-E-Ser atendeu 368 mulheres com formação em gestão, empreendedorismo, cooperativismo e práticas produtivas. Após a formação, a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) oferece apoio financeiro para desenvolvimento de novas atividades ou melhoria das existentes. Em 2025 foram mais de R$ 6 milhões de investimentos nos projetos de jovens e mulheres que passaram pelos cursos da Epagri.
Protagonismo feminino
O último Censo Agropecuário, de 2017, indicou uma grande concentração masculina na gestão das propriedades rurais. Entre mais de cinco milhões de estabelecimentos rurais existentes no Brasil, cerca de um milhão eram geridos por mulheres (20%). Em Santa Catarina, o percentual era ainda menor: 10% das propriedades rurais eram administradas por mulheres, segundo o IBGE.

A boa notícia é que houve crescimento e com políticas de empoderamento das mulheres no campo, a expectativa é que essa realidade esteja em transformação. Desde 2019, o programa Flor-E-Ser capacitou mais de 700 mulheres em habilidades em gestão, empreendedorismo e liderança, criando oportunidades para que elas assumam papéis de destaque nas atividades rurais e pesqueiras.
Os cursos são realizados nos 13 centros de treinamento da Epagri espalhados pelo estado. As participantes passam dois dias por mês nas unidades, frequentando aulas teóricas, práticas e trocando experiências com outras mulheres. A agricultora Denise Melânia Vital, de Araquari, transformou um hobby em negócio depois de participar do Flor-E-Ser. Hoje, ela é dona de uma pequena agroindústria de massas e panificados. “Eu costumo dizer que o curso foi um divisor de águas. O que eu tinha de paixão, mas que estava adormecido, foi despertado. No Flor-E-Ser, encontramos incentivo e apoio”, conta Denise.
Sucessão familiar
Dados do IBGE também mostram o desafio de manter os jovens no campo para dar continuidade às atividades agrícolas. Segundo o instituto, 30% das empresas familiares agrícolas são herdadas pelos filhos e apenas 5% pelos netos. Para fazer frente a este desafio, a Epagri já capacitou mais de 3,2 mil jovens de 18 a 29 anos desde 2012 por meio do programa Ação Jovem Rural e do Mar .

O curso tem duração de um ano e, ao final, o jovem elabora seu projeto de vida, com proposta de melhorias no negócio da família. Os projetos recebem apoio financeiro da Sape para serem implementados. Além de estimular o protagonismo dos jovens nas propriedades rurais e pesqueiras, o programa desenvolve habilidades em liderança para atuar em instituições comunitárias como sindicatos e associações.
O casal Jenifer Dettenborn e Alexsandro Vendruscolo , de Dionísio Cerqueira, é um exemplo do potencial transformador do programa Jovem Rural e do Mar. Egressos do curso em 2023, eles têm aperfeiçoado a gestão das atividades na propriedade dos pais de Alexsandro, que se dedicavam à produção de leite. Hoje, eles também produzem feijão, mandioca, batata-doce e carne. O foco é gerar mais renda e baixar os custos.
Com apoio dos extensionistas Fábio Biela e Jonas Marcelo Ramon, o casal já apresenta excelentes resultados na propriedade. A produção leiteira passou de nove litros de leite para 15 litros. Jenifer, que nasceu em São José do Cedro, mas viveu por 10 anos em São Paulo, não pensa em nenhum momento abandonar o campo.
Investimentos e modernização fortalecem capacidade de entrega da Epagri
Em 2025, a Epagri avançou na modernização e no fortalecimento de sua infraestrutura, com investimentos que ampliaram a capacidade de atendimento, inovação e competitividade da empresa. Os resultados abrangem infraestrutura, tecnologia, pesquisa, extensão rural, educação e pessoal.

Ao longo do ano, a empresa investiu R$7 milhões na renovação de sua frota, com a aquisição de 68 novos veículos, garantindo agilidade, segurança e maior presença das equipes técnicas nos municípios. Outros R$5,4 milhões foram aplicados na compra de tratores, colheitadeiras, semeadoras e implementos que fortaleceram diretamente as atividades de pesquisa e os Cedups Agrotécnicos.
A modernização tecnológica também foi prioridade. A Epagri destinou R$ 16,6 milhões para atualização de seu parque tecnológico, incluindo sistemas de armazenamento, servidores, firewall, notebooks e desktops. Uma das iniciativas estratégicas foi a parceria firmada com a Defesa Civil para o compartilhamento de datacenter, ampliando a segurança operacional e reduzindo custos. “Este ano foi decisivo para qualificar nossa estrutura interna. Modernizamos processos, fortalecemos a governança digital e asseguramos uma base tecnológica mais segura e eficiente para toda a empresa”, destaca a diretora de Administração e Finanças, Fabrícia Hoffmann Maria.

Outra frente importante foi a melhoria das condições de trabalho, com R$1,9 milhão aplicados na renovação de mobiliários em diversas unidades. As unidades de pesquisa também receberam atenção especial, com ampliações na área de piscicultura, reformas estruturais, aquisição de novos equipamentos laboratoriais, construção de estufas agrícolas, barracões e outras melhorias que fortalecem a inovação científica e a capacidade operacional.
No campo do desenvolvimento rural, a Epagri celebrou o convênio estadual Cederural, em parceria com o Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) e a Secretaria de Agricultura e Pecuária (Sape), que garantiu R$ 3,2 milhões em 2025 para ações de capacitação de jovens e mulheres do campo e do mar. No âmbito federal, os convênios PAC/Embrapa, Finep, MDA e MPA somaram cerca de R$6,3 milhões destinados à aquisição de veículos e equipamentos agrícolas. Já o setor de meteorologia foi contemplado com R$2,5 milhões via Defesa Civil e Fundo Hídrico.
Para impulsionar ainda mais a pesquisa e o desenvolvimento, foram homologados, em parceria com a Fapesc, editais que totalizam R$ 8 milhões em financiamento de projetos e concessão de bolsas, criando oportunidades e estimulando novas soluções para o agro catarinense.
No conjunto de recursos disponíveis diretamente às áreas fim, a empresa destinou R$ 51,7 milhões para a pesquisa agropecuária, R$ 25,6 milhões para a extensão rural e R$11,6 milhões para a educação, somando mais de R$ 88,9 milhões distribuídos às unidades em todo o Estado. Esses valores garantiram o bom funcionamento das equipes, a continuidade de programas estratégicos e a ampliação de serviços para agricultores, pescadores, jovens e comunidades rurais.
Outro marco de 2025 foi o reforço no quadro de pessoal. A empresa registrou a maior contratação de sua história com a entrada de 417 novos concursados, recompondo equipes e garantindo melhores condições de atendimento em pesquisa, extensão e educação.
Empresa chega a todos os municípios e fortalece assistência técnica no campo
Em 2025, a Epagri registrou um avanço histórico ao estabelecer escritórios em 100% dos municípios catarinenses, garantindo sua presença territorial plena e fortalecendo o atendimento direto aos agricultores e pescadores. Ao longo do ano, mais de 132 mil produtores foram atendidos por meio de 268 mil ações técnicas, entre cursos, capacitações, dias de campo, visitas técnicas e seminários.

A atuação ampliada refletiu também na elaboração de 12 mil propostas de crédito rural, que viabilizaram cerca de R$ 715 milhões em investimentos, beneficiando 10,5 mil agricultores com modernização, insumos e melhorias na estrutura. Para o diretor de Extensão Rural e Pesqueira da Epagri, Gustavo Claudino, ao estar presente em todo o território catarinense, a empresa garante que cada produtor tenha acesso ao conhecimento, ao crédito e às condições necessárias para prosperar. “É assim que construímos um campo mais forte, mais sustentável e com mais oportunidades”, destaca.
Garantia de US$ 150 milhões para o meio rural e pesqueiro
Gustavo pontua, ainda, outro trabalho da equipe técnica da extensão rural em conjunto com a pesquisa da Epagri: a elaboração do manual técnico e operacional do Programa SC Rural 2, que prevê US$ 150 milhões em investimentos no meio rural e pesqueiro catarinense nos próximos seis anos. Desse valor, US$ 120 milhões serão financiados pelo Banco Mundial e US$30 milhões serão contrapartida do Governo de Santa Catarina.
O documento, produzido com rigor científico pela equipe técnica da empresa, garante diretrizes alinhadas às necessidades reais do campo. O aporte será injetado diretamente no meio rural para melhorar a infraestrutura, impulsionar a inovação agrícola e fortalecer a sustentabilidade ambiental.
O presidente da Epagri, Dirceu Leite, reforça que o SC Rural 2 é um dos maiores investimentos no setor rural catarinense e um marco para o futuro da agricultura de Santa Catarina, colocando o estado na vanguarda na produção agropecuária do Brasil.
Regularização ambiental avança com atuação da Epagri no Cadastro Ambiental Rural
Em 2025, a Epagri assumiu a gestão compartilhada do Cadastro Ambiental Rural (CAR) com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Economia Verde (SEMAE). A empresa realizou uma força-tarefa de busca ativa que resultou na efetivação de 12.397 novos cadastros ede9.918 retificações, além da identificação de 11.647 vazios (propriedades sem cadastro) no Sistema CAR.

O CAR é um registro eletrônico que reúne informações ambientais das propriedades rurais, como Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reservas Legais e áreas de uso restrito. A Lei nº 12.651/2012 determina a inscrição de todos os imóveis rurais do País no Sistema CAR até 31 de dezembro de 2025.
Esse registro garante segurança jurídica da propriedade e valoriza a produção rural associada à preservação. O produtor que não fizer seu registro no CAR e a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) no prazo estabelecido terá restrição ao acesso a benefícios e créditos rurais, poderá perder a área consolidada e não conseguirá regularizar sua propriedade ambientalmente.
O presidente Dirceu Leite ressalta que, com essas entregas, a Epagri reforça o compromisso com a governança territorial, a preservação ambiental e o desenvolvimento rural sustentável. “Nossa meta é garantir que mais produtores alcancem a regularização necessária para acessar programas de crédito, incentivos e instrumentos de apoio fundamentais para o fortalecimento da agricultura catarinense”, diz ele.
Tecnologias sustentáveis da Epagri lideram mitigação climática no campo
Em 2025, a Epagri consolida os avanços alcançados no ciclo 2023–2025 na mitigação de emissões de carbono em Santa Catarina. As tecnologias sustentáveis implementadas pela empresa foram responsáveis por mais da metade da mitigação registrada no estado no período, totalizando 8,8 milhões de toneladas de carbono equivalente. Essas soluções chegaram a cerca de 19 mil empreendedores rurais, abrangendo 91 mil hectares.

Os dados são do relatório do Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono ABC+SC 2020-2030 .Lançado em 2023, o ABC+SC tem participação da Epagri e de outros órgãos do Governo, além de organizações privadas do setor agropecuário. A meta é mitigar 86 milhões de toneladas de carbono até o ano de 2030.
“Os resultados da Epagri mostram o compromisso institucional da empresa com adaptação climática e produção de alimentos com menor impacto ambiental, posicionando Santa Catarina como referência nacional em práticas sustentáveis”, afirma o presidente da Epagri, Dirceu Leite.
Resiliência climática
Além da sustentabilidade, as tecnologias da Epagri que fazem parte das ações previstas pelo Plano ABC+SC trazem maior resiliência às mudanças climáticas e menores custos de produção. O objetivo é reduzir perdas com eventos extremos, manter a competitividade, garantir a segurança alimentar e diminuir impactos ambientais.
Uma das tecnologias que mais contribuiu para o cumprimento das metas do Plano ABC+SC foi o Sistema Plantio Direto de Grãos (SPDG). A ampliação da área plantada foi de 57 mil hectares. O SPDG protege o solo com plantas de cobertura, dispensando o revolvimento da terra fora da linha de semeadura, contribuindo para a fixação do carbono no solo e reduzindo as emissões.
Na pecuária, a Epagri está difundindo o Manejo e a Recuperação de Pastagens Degradadas (RPD) como meta do ABC+SC. O avanço nos últimos três anos foi de mais de 28 mil hectares. O sistema à base de pastagens melhora a infiltração de água, reduz a erosão e aumenta a capacidade adaptativa da pecuária em secas prolongadas.
Investimentos recordes impulsionam pesquisa e entrega de novas tecnologias
Os recursos destinados à pesquisa agropecuária da Epagri vêm registrando recordes consecutivos nos últimos três anos e, em 2025, alcançaram um novo patamar ao ultrapassar os R$51 milhões. No ano, a empresa executou 391 projetos e entregou 20 novas tecnologias para os produtores rurais.

Entre as tecnologias estão novas variedades de hortaliças e frutas, adaptadas às condições de Santa Catarina. O destaque são as variedades de alho e banana, que apresentam desempenho agronômico superior, com maior produtividade, qualidade e resistência a pragas e doenças.
“Nós comemoramos em 2025 meio século de existência da pesquisa agropecuária pública em Santa Catarina. Nada melhor do que ampliar os investimentos para reconhecer o valor de uma área que contribui de forma significativa para a competitividade da economia rural catarinense”, afirma o presidente Dirceu Leite.

O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação, Reney Dorow, explica que os investimentos em pesquisa têm efeito de médio e longo prazo. Segundo ele, a Epagri tem focado em inovações que ajudam os produtores rurais a enfrentar mudanças climáticas e reduzir os custos de produção. “Estes são os maiores desafios da agropecuária e a pesquisa deve estar conectada com as demandas do mercado”, reforça.
Uma das tecnologias da Epagri que mais se destacou em 2025 foi a variedade de arroz SCSBRS126 Dueto , desenvolvida em parceria com a Embrapa e com o apoio do Centro de Ciências Agroveterinárias da Udesc. Lançada há apenas dois anos, a 126 Dueto já representa mais da metade da área plantada de arroz irrigado em Santa Catarina.
O sucesso se deve à resistência da variedade tanto a baixas quanto a altas temperaturas na fase reprodutiva e à excelente produtividade. Os extremos de temperatura são efeitos comuns das mudanças climáticas, causando prejuízos às lavouras. Além disso, a SCSBRS126 Dueto tem se mostrado tolerante à doenças como a brusone de folha, que teve bastante incidência neste início de safra 2025/2026.
Epagri assume protagonismo no fortalecimento da aquicultura e da pesca
A Epagri vai coordenar o Programa de Fortalecimento Aquícola e Pesqueiro de Santa Catarina , lançado no final de 2025 pelo Governo do Estado. O programa vai destinar R$ 4,7 milhões para qualificação, inovação e atendimento ao setor. Entre os impactos previstos estão a ampliação do percentual de produtores tecnificados e o consequente aumento da produção catarinense de peixes e de frutos do mar.

Uma das ações será a contratação, já em 2026, de 33 novos profissionais, entre extensionistas, pesquisadores e assistentes de pesquisa. Esse reforço fortalece o atendimento direto aos pescadores artesanais e aquicultores e garante que o conhecimento gerado pela pesquisa chegue mais rapidamente às comunidades produtivas.
O programa também prevê a modernização da infraestrutura necessária para ampliar a presença da Epagri nos municípios. Os investimentos contemplam a estruturação de escritórios contêineres municipais, aquisição de novos veículos e compra de equipamentos eletrônicos e embarcações que darão suporte às ações de extensão e monitoramento na maricultura. O programa destina ainda recursos para modernizar as unidades de pesquisa da empresa em Florianópolis e em Itajaí.
Para o presidente da Epagri, Dirceu Leite, o programa inaugura um novo ciclo para a aquicultura e pesca de Santa Catarina. “Vamos levar conhecimento e tecnologia para ajudar o pescador artesanal e o aquicultor a ampliar a renda da família, mas também mostrar que o estado é um grande produtor. Santa Catarina tem potencial para dobrar sua produção aquícola e ampliar de forma expressiva a maricultura, e esses investimentos são o primeiros passo para transformar esse potencial em realidade”, afirma.
Prêmios reconhecem resultados da Epagri em 2025
A Epagri subiu ao palco várias vezes em 2025 para receber premiações por iniciativas realizadas em diferentes áreas da empresa: gestão administrativa, pesquisa agropecuária, ensino e extensão rural. Os prêmios incluem reconhecimento nacional e internacional a boas práticas de governança e a pesquisas que trazem benefícios significativos aos produtores rurais.
“As premiações reforçam nossa missão de construir uma empresa mais moderna, organizada e orientada a resultados, com capacidade crescente de planejar, executar e monitorar ações estratégicas para o desenvolvimento rural de Santa Catarina”, afirma o presidente Dirceu Leite.
Reconhecimento Internacional
Na área de pesquisa, o destaque foi o reconhecimento internacional à variedade de arroz SCSBRS126 Dueto . A 126 Dueto foi finalista do “ Prêmio da Aliança Global de Bioeconomia para Impacto e Liderança em Bioeconomia 2025”, promovido pela Novo Nordisk Foundation, sediada na Dinamarca. O prêmio foi recebido por Rubens Marschalek, pesquisador em Melhoramento Genético de Arroz Irrigado. A premiação destacou a contribuição da tecnologia para a segurança alimentar e adaptação às mudanças climáticas.

A 126 Dueto também venceu a edição 2025 do Prêmio de Inovação Catarinense Professor Caspar Erich Stemmer , na categoria Produto. A premiação foi entregue no dia 15 de dezembro, pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Santa Catarina (Fapesc). Além de placa e certificado, os vencedores terão acesso a um edital de fomento exclusivo, com recursos de até R$100 mil por projeto, para fortalecer as iniciativas premiadas.
Outro destaque internacional neste ano foi a pesquisa “Modelagem de crescimento de árvores nativas em sistemas silvipastoris tradicionais com ênfase no sequestro de carbono”. O projeto recebeu o Prêmio para o Progresso dos Pastos 2025 , entregue durante evento em Portugal à Ana Lúcia Hanisch, pesquisadora da Estação Experimental da Epagri em Canoinhas.
A pesquisadora coletou dados em caívas, sistemas agroflorestais que associam simultaneamente a criação de bovinos, a extração da erva-mate e a manutenção das árvores nativas. “As caívas têm pastagem e árvores, e ambas sequestram muito carbono. Se soubermos quanto, podemos gerar informações para que os agricultores possam vender créditos de carbono”, explica.
Sustentabilidade ambiental
Em 2025, a Epagri também foi premiada por várias ações na área de sustentabilidade. O projeto Estratégias para Proteção e Recuperação de Nascentes e Cursos d’Água em Propriedades Rurais, em parceria com o Consórcio Iberê, recebeu o Prêmio Expressão de Ecologia . Foi a 26º vez que a Epagri recebeu o troféu Onda Verde, o que faz dela a maior vencedora da história da premiação.
O projeto premiado foi desenvolvido nos municípios de Cordilheira Alta e Chapecó. Produtores rurais receberam suporte técnico e recursos materiais para proteger Áreas de Preservação Permanente (APP), evitando judicialização e penalidades. Foram recuperadas e protegidas 132 nascentes e 117 trechos de cursos d’água, distribuídos por 91 propriedades.

Na área de Ensino, a Epagri/Cedup Vidal Ramos, em Canoinhas, conquistou o Prêmio Fritz Müller 2025 , o mais importante reconhecimento ambiental de Santa Catarina. A instituição foi vencedora na categoria “Conservação de Recursos Naturais e da Vida Silvestre”, com o projeto “Raízes da Água”, criado para restaurar e proteger as nascentes localizadas dentro do território da escola.
Segurança Alimentar
A Epagri/Cedup Campo Erê garantiu o primeiro lugar na etapa regional da Feira Estadual de Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (Fecitec/SC), na categoria ensino profissionalizante. O projeto, dos alunos Mariane Fuzinatto Zimmermann e Tiago Zanon Bortoli, aborda o uso de alimentos funcionais na alimentação de frangos de corte.
Nos experimentos feitos pelos estudantes, eles comprovaram a eficácia do uso de alimentos como alho em pó, pimenta preta moída e orégano desidratado aliados à ração. A ideia surgiu ao perceberem a demanda por alimentos produzidos de forma segura e sustentável.
Boas práticas de governança
Na área de gestão, o destaque foi para o gerenciamento de projetos. A Epagri ficou como um dos cinco melhores cases do setor público brasileiro na Premiação Agilidade Brasil 2025 , ao lado de Petrobrás, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Instituto de Tecnologia da Informação e Comunicação do Espírito Santo. A iniciativa reconhece práticas inovadoras de gestão ágil.
O case da Epagri destaca a criação da cadeia de valor da empresa por meio de uma plataforma ágil. A ferramenta permite aos públicos interessados visualizar os fluxos de trabalho, a padronização de processos e a integração das áreas de pesquisa, extensão rural e ensino.

Na esfera estadual, a Epagri se destacou no Prêmio PMI-SC Melhores do Ano 2005 entre as três melhores instituições na categoria Escritório de Gerenciamento de Projetos (PMO). O diferencial da Epagri está na convergência entre inovação tecnológica, transparência pública e governança estratégica. A metodologia implementada já permitiu a redução de 30% do tempo médio de consolidação e atualização das informações em programas estratégicos.
Para o presidente Dirceu Leite, os avanços registrados ao longo de 2025 representam um período de fortalecimento da Epagri. “Encerramos o ano com uma empresa mais moderna, estruturada e preparada para os desafios do desenvolvimento rural catarinense. Os resultados refletem o trabalho comprometido de nossas equipes e a confiança da sociedade nas nossas ações. Temos certeza de que entregamos uma Epagri mais forte, mais eficiente e mais próxima das pessoas. Em 2026, nossa caminhada continua para consolidar uma gestão comprometida com resultados e inovação, sempre focada no atendimento às famílias rurais e no desenvolvimento do agro catarinense”, conclui o presidente.
Com a colaboração de Cléia Schmitz, jornalista bolsista Epagri/Fapesc
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